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O câncer e o álcool

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  • Autor: Átila Iamarino

O câncer é um nome genérico para mais de 100 doenças bastante diversas, que em comum possuem a característica de apresentar uma multiplicação celular descontrolada. Como nossas células estão se multiplicando constantemente para repor as que morreram, no câncer perde-se o controle adequado deste processo, e as células adquirem características que a transformarão em uma célula maligna,dando origem ao tumor.

Segundo o Dr. Cid Gusmão, oncologista clínico e coordenador do Centro de Referência em Oncologia do Hospital 9 de Julho, o álcool é um dos fatores que pode contribuir para este processo.”As células estão sempre se multiplicando e sujeitas a defeitos durante o processo de divisão celular. Quando os mecanismos de reparo falham, por qualquer que seja o motivo, esta célula pode se transformar em uma célula maligna. Entre os fatores que podem causar falhas no reparo estão fatores externos, como a radiação ultravioleta do Sol, o tabaco e o álcool.”

“Apesar de associarmos mais às doenças do fígado, o álcool está relacionado também como promotor do câncer de cabeça e pescoço, laringe e cavidade oral, além do câncer de fígado e de pâncreas.”, explica o médico

Segundo o medico, o risco é maior nas pessoas que bebem regularmente e em grande quantidade. “O problema do álcool é o consumo inadequado, e é difícil se dizer quanto é o consumo inadequado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que quem consome duas ou mais doses de destilados diariamente está excedendo o saudável, e esta quantidade de álcool já poderia causar problemas.”, descreve o Dr. Cid Gusmão. “Isso não quer dizer que a pessoa não deva beber. O álcool, quando consumido em pequenas doses, pode ter efeitos benéficos para o organismo. Tanto cardiovasculares como psicológicos, dada seu caráter social.” complementa.

E quais exames podemos fazer para não sermos pegos de surpresa? “Do ponto de vista geral, toda mulher com mais de 45 anos deve realizar o exame de mamografia anualmente e, caso apresente histórico da doença na família, isto deve iniciar aos 35 anos. A realizaçào regular da mamografia diminui o risco de mortalidade por câncer de mama em 25% e possui importante impacto de saúde pública. Nas mulheres, a realização do exame de Papanicolau uma vez ao ano, após o início da vida sexual, reduz de forma significativa a mortalidade pelo câncer de colo de útero. Já os homens devem fazer o toque retal e o exame de dosagem de PSA a partir dos 50 anos.

Para a pessoa que bebe frequentemente, uma das práticas mais importantes é consultar o dentista regularmente. Como o consumo de álcool pode provocar o câncer de boca e laringe, o dentista pode detectar a doença precocemente. Também é importante ter em mente que ficar rouco é um sinal de preocupação, pois isso pode ser um sinal de um câncer de laringe, por exemplo.

Dr. Cid explica ainda que muito do peso negativo que atribuímos ao câncer já não condiz mais com a realidade da doença dado os avanços mais recentes da medicina, “O câncer ainda assusta muito. Temos aquela imagem de uma doença extremamente letal, da década de 1960 e 1970, quando o diagnóstico ainda era feito com raio-x e exames simples, sendo que a maioria dos tratamentos foi desenvolvido nos últimos 15 anos. Hoje em dia, temos métodos bem melhores de diagnóstico e podemos detectar o câncer precocemente, quando as chances de cura são maiores. Além disso, os tratamentos disponíveis atualmente são muito mais eficazes e aumentaram em muito as taxas de cura da doença”.

Apesar do grande avanço da medicina moderna, a prevenção ainda é uma grande aliada, como ressalta o oncologista: “A mudança para hábitos alimentares saudáveis, o abandono do tabagismo e a prática de esportes ainda são as melhores formas de prevenção. Além de manter um consumo de álcool dentro do considerado normal. Somente estas modificações no nosso estilo de vida podem reduzir em 30% as chances de desenvolvermos um câncer”

Fonte: Por Átila Iamarino para Por dentro do Hospital 9 de Julho.
http://www.pordentrodo9dejulho.com.br/

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