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Eletroterapia em oncologia

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eletroterapia é um recurso fisioterapêutico amplamente utilizado como adjuvante na reabilitação dos mais diversos tipos de patologias. Esse termo refere–se a equipamentos que geram corrente elétrica e podem produzir efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, antiedematosos e contração muscular tanto para fortalecimento como para melhora da função. Sua técnica consiste em utilizar correntes elétricas de baixa intensidade através de eletrodos que são aplicados diretamente na pele.

 

Essas correntes elétricas conseguem gerar dois resultados: analgesia ou contração muscular.

Para analgesia usamos a Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) — ou, no inglês, Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation, que Consiste na emissão de correntes elétricas pulsadas que estimulam nervos e músculos através da pele, o que bloqueia os sinais de dor e aumenta a produção de substâncias fisiológicas do organismo que têm efeito analgésico, como as endorfinas e dinorfinas.

 

O tratamento da dor oncológica é muito complexo, desse modo a associação de eletroterapia com o tratamento farmacológico pode gerar resultados positivos para o paciente. Os estudos apontam que somente a eletroterapia não consegue controlar a dor oncológica, no entanto a combinação desse recurso com a medicação é capaz de permitir diminuir a dosagem dos fármacos utilizados.

 

Para a contração muscular usamos a estimulação elétrica neuromuscular (EENM) que  gera corrente elétrica atuando no limiar motor, ou seja ocorre uma despolarização do motoneurônio inferior e consequentemente todas as etapas fisiológicas da contração.

A eletroterapia aumenta a contração muscular e a força muscular e ao mesmo tempo, aumentar a pressão intersticial e promover melhora do fluxo sanguíneo venoso e linfático.

Em oncologia essa terapêutica é bastante empregada quando nos deparamos com a fadiga oncológica, ou síndrome do imobilismo ou até mesmo na sarcopenia induzida pelo tratamento oncológico.

A estimulação elétrica neuromuscular é bastante versátil pois podemos escolher quais fibras musculares queremos potencializar, se fibras tônicas ou fásicas

Uma frequência mais baixa (30 a 50 Hz) tende a selecionar mais as fibras tônicas ou vermelhas do tipo I, sendo que a frequência mais alta (50 a 80 Hz) pode selecionar mais fibras fásicas ou brancas do tipo IIb. Outro parâmetro de grande importância é a duração de pulso. Fibras brancas ou do tipo II apresentam menor limiar de excitação, sendo mais ativadas com duração de pulso próxima a 200 μs e fibras vermelhas respondem melhor a excitação, com duração próxima a 400 μs.

 

A eletroterapia é também muito utilizada nos pós operatórios de cirurgias oncológicas, para o tratamento da neuropatia periférica induzida pela quimioterapia, paralisia facial, incontinência urinária, patologias ortopédicas e de coluna vertebral. Ainda é muito utilizada para neuromodulação sacral e fortalecimento muscular do assoalho pélvico com eletrodos intracavitários.

Enfim a gama de utilização desse recurso é muito grande em oncologia.

Não existe evidência de que a eletroterapia aumenta a chance de metástases nem de recidivas, inclusive alguns estudos apontam que é seguro o seu uso em diversas condições oncológicas.

É eletroterapia é um recurso barato, de fácil aplicação e seguro para ser utilizado em pacientes oncológicos.

 

Jaqueline Munaretto Timm Baiocchi

Fisioterapeuta Doutora em Oncologia
Especialista em Fisioterapia Onco-funcional pela ABFO-COFFITO
Especialista em Fisioterapia Oncológica e Hospitalar pelo A.C Camargo Cancer Center
Coordenadora científica e de cursos do portal Oncofisio
Diretora da clínica Fisio Onco www.fisioonco.com.br

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