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Câncer renal: médico destaca a importância do acesso aos medicamentos orais

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12/06/2020

 

De cada 10 drogas em estudos para o câncer, sete são de uso oral; em tempos de pandemia. Medicamento disponível à todos é imprescindível

 

Chamado de junho verde, o mês é marcado pela conscientização do câncer renal, que, apesar de não ser tão incidente (existem no Brasil de 7 a 10 casos para cada 100 mil habitantes), merece atenção, porque é assintomático em sua fase inicial, levando a um diagnóstico tardio. A ciência aponta: nas maioria das neoplasias, quanto antes descobertas, melhores são os prognósticos, o que significa uma série de benefícios à saúde do paciente, como maior sobrevida, além de melhor qualidade de vida e controle da doença.

"Os tratamentos para o câncer renal evoluíram muito nos últimos 15 anos", chama a atenção o oncologista Igor Morbeck. "No passado, apenas as citoquinas (interleucinas e interferon) eram disponíveis, ambas com eficácia limitada e elevada taxa de efeitos colaterais, combinados ou não à imunoterapia", reitera.

Para tratar o câncer renal avançado, os médicos recorrem, dependendo do caso, às cirurgias ou administração de medicamentos orais. "Vale ressaltar que, no caso do câncer renal, a tradicional quimioterapia não é indicada, pois oferece resultados limitantes. Os medicamentos orais integram o grupo de drogas cada vez mais eficazes e recomendadas para diferentes estágios da doença", informa o Dr. Morbeck.

Pensando que os pacientes oncológicos fazem parte do grupo de risco para a covid-19, neste momento delicado, os medicamentos orais para tratar diferentes tipos de câncer estão no alvo da discussão. O trâmite para aprovação dessas drogas oncológicas orais no Brasil segue uma trilha complexa e distinta dos demais medicamentos. Por isso a luta da ONG Vencer o Câncer na ação "Sim para a Quimioterapia Oral" se faz mais do que necessária.

O objetivo é ampliar o acesso a esse tipo de tratamento, pensando na rede pública de saúde e na cobertura dos planos de saúde. "Infelizmente quem conta apenas com o SUS têm acesso a um número muito restrito desses medicamentos orais, é possível contabilizarmos com poucos dedos das mãos, situação preocupante", alerta.

Segundo o oncologista, "existem várias opções de medicamentos orais, em comparação aos tratamentos injetáveis, que levam à melhor qualidade de vida dos pacientes do que o tratamento venoso, e não estão restritas ao câncer renal, mas também estão disponíveis em outras neoplasias, tais como mama e próstata. Estudos mostram que a adesão dos pacientes às drogas oncológicas orais é satisfatória, com um alcance de que varia de 60 a 100%, dependendo do tipo de medicamento.

De cada 10 medicamentos oncológicos em desenvolvimento, sete são orais. Esse tipo de tratamento é recomendado para uma série de canceres, como renal, mama, próstata, mieloma múltiplo, pulmão, entre outros.

No caso do câncer nos rins, as drogas orais integram uma classe chamada de terapia-alvo-específica que age bloqueando a angiogênese (crescimento de novos vasos sanguíneos que nutrem o câncer) ou proteínas importantes em células cancerígenas que atuam tanto no crescimento como na sobrevivência do tumor.

Sobre o câncer renal

• Não apresenta sinais ou sintomas no início da doença. Em fases mais avançados, a doença se manifesta por meio de sangue na urina, dores nas costas, fadiga constante e perda de peso.

• Atinge mais homens do que mulheres, mas não existe uma explicação científica que justifique essa incidência, que, no geral, não é tão comum. 

• É responsável por cerca de 3% dentre todos os tipos de câncer no mundo e, apesar de sua alta mortalidade, a baixa incidência contribui para que seja um dos menos discutidos na área oncológica. No Brasil, não existe levantamento.

• O principal tipo de câncer que pode atingir o rim, e que corresponde a aproximadamente 75% dos casos, é o carcinoma renal de células claras. 

• Com isso, grande parte dos diagnósticos é feito com a doença em estágio avançado ou metastático (índice ultrapassa os 90%), quando as chances de cura são menores. 

 

Fonte:  Folha Vitória

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