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Você já ouviu falar em câncer de mama triplo negativo?

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13/03/2019

 

Um assunto recorrente e que deixa as mulheres de todo o mundo sempre em alerta é o câncer de mama. Há poucos meses um estudo realizado por pesquisadores do Centro de Câncer da Universidade de Nova York descobriu que a imunoterapia pode aumentar a expectativa de vida de mulheres diagnosticadas com um subtipo de câncer de mama muito agressivo, o triplo negativo. A pesquisa foi publicada na revista científica The New England Journal of Medicine.

A médica oncologista do Núcleo Especializado em Oncologia (Neon), Kítia Perciano, que esteve no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO), local onde foi apresentado o primeiro estudo de fase 3 sobre o benefício significativo de imunoterapia em câncer de mama metastático, disse que o câncer de mama triplo negativo é mais frequente em mulheres jovens, que representam 15% de todos os casos de câncer de mama no mundo.

Esse tipo de câncer apresenta uma taxa de mortalidade muito alta, entre 30% a 40%. A explicação para isso pode ser devido a fato dele não apresentar os três biomarcadores (receptor de estrógeno, receptor de progesterona e proteína HER-2), o que pode dificultar o tratamento. “O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente”, esclareceu a oncologista.  

A especialista explica que o câncer de mama triplo-negativo é o mais agressivo e a probabilidade de recorrência é mais precoce. "Atualmente há carência de opções terapêuticas e ficamos refém da quimioterapia tradicional, ao contrario dos outros subtipos, que temos disponíveis vários medicamentos modernos somados aos tradicionais”.

A médica ainda disse que os homens também podem ser vítimas de câncer de mama, porém a proporção em homens e mulheres é de 1:100 - ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença.

O Estudo

No Estudo foram analisadas 902 pacientes tratadas em 246 centros médicos de 41 países. Todas as participantes foram diagnosticadas com câncer de mama triplo negativo que havia se tornado metastático - ou seja, começou a se espalhar. Quando isso ocorre, a maioria das pacientes sobrevivem apenas 18 meses.

Durante a pesquisa, metade das mulheres recebeu apenas a quimioterapia, e a outra metade recebeu quimioterapia e imunoterapia. As participantes que receberam os dois tratamentos, a sobrevida média foi de 21,3 meses. Já aquelas que receberam o tratamento só com a quimioterapia tiveram sobrevida de 17,6 meses.

Além disso, os resultados mostraram que mulheres que possuíam o biomarcador conhecido como PD-L1 em suas células cancerígenas tiveram 25 meses de sobrevida, contra 15,5 meses daqueles que não receberam a imunoterapia. Entretanto, os médicos não souberam explicar essa relação.

Os pesquisadores esperam a aprovação da FDA (Food and Drug Administration) para começarem a utilizar o medicamento responsável pela imunoterapia em pacientes que estão tratando o câncer de mama.

Fonte: Folha de Vitória

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