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Fisioterapia para incontinência urinária em pacientes com câncer de próstata

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De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum da doença entre os homens e, em números absolutos, o segundo mais frequente entre a população.   

 

Embora estudos indiquem que a precocidade em sua descoberta aumente consideravelmente as chances de cura, os tratamentos relacionados podem gerar algumas disfunções fisiológicas, entre elas a incontinência urinária.

 

A fim de reduzir ou eliminar esses efeitos, a fisioterapia surge como ferramenta de apoio durante e após o tratamento oncológico. Neste texto você confere mais informações sobre as técnicas aplicadas e seus resultados.  

 

O que é incontinência urinária?

 

Basicamente, a incontinência urinária pode ser definida como a perda involuntária de urina. Embora muitos associem esse quadro às gestantes e aos idosos, ele pode ser identificado em pessoas de todos os sexos e das mais variadas idades. 

 

A incontinência urinária é menos comum nos homens do que nas mulheres, e nessa população normalmente está associado à questões prostáticas, como o câncer de próstata.

 

Além das questões fisiológicas, quem sofre de incontinência urinária frequentemente enfrenta problemas emocionais e que comprometem seu bem-estar físico e afetam seu convívio social. 

 

Câncer e incontinência urinária

 

A próstata é uma glândula localizada na região pélvica masculina, entre o pênis e a bexiga, e cuja função é produzir um dos componentes do sêmen. Em condições normais, ela tem tamanho semelhante ao de uma noz, mas quando acometida por alguma disfunção, essa glândula muda de tamanho, provocando reações no corpo do homem. 

 

No caso do câncer de próstata, um dos primeiros sintomas da doença é o crescimento do tumor na região. Conforme ele se desenvolve, pode comprimir a uretra e resultar em urinas irregulares, com gotejamentos ou redução de jato. Outro sintoma é o impedimento de fluxo da urina, que acarreta quadros como o de incontinência urinária. 

 

Pacientes oncológicos também observam sintomas de incontinência durante ou após os tratamentos decorrentes da doença. É o caso da radioterapia e da braquiterapia e, mais frequentemente, da prostatectomia radical, quando é feita a retirada cirúrgica completa da glândula. 

 

No pós-operatório da cirurgia de remoção, é comum observar a perda involuntária da urina. O sintoma, no entanto, tende a desaparecer após alguns meses de recuperação, podendo ter seu tempo reduzido mediante a prática de terapias complementares, como a fisioterapia. 

 

Fisioterapia para incontinência urinária

 

De acordo com um estudo publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia, até 87% dos homens que passam pela cirurgia de prostatectomia radical enfrentam sintomas de incontinência urinária. Embora esse número represente uma fatia considerável da população oncológica, até 90% dos casos são tratáveis com o auxílio de fisioterapia. 

 

Para que as chances de reversão se mantenham altas, é importante que os pacientes procurem por avaliação fisioterapêutica com um especialista logo no início dos sintomas. Isso diminui as chances de evolução do quadro e aceleram a recuperação. 

 

Durante as sessões de fisioterapia, os pacientes são submetidos a exercícios de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e modulação dos nervos pélvicos, com o apoio de técnicas variadas, entre elas a cinesioterapia, o biofeedback e a eletroterapia. 

 

Cinesioterapia

 

Combinação de exercícios focados na reabilitação e fortalecimento muscular. Nos casos de incontinência, a musculatura do assoalho pélvico é trabalhada para garantir o fortalecimento da região, em específico do esfíncter externo da uretra, evitando a perda de urina.  

 

Biofeedback

 

Aparelho capaz de identificar o nível de contração e de relaxamento da musculatura pélvica do paciente. A partir dos dados obtidos, fisioterapeuta e paciente traçam plano de correção com fortalecimento ou relaxamento da região. 

 

Eletroterapia

 

Estímulos elétricos que incentivam a contração da musculatura e, consequentemente, o aumento da força muscular na região. O objetivo dessa técnica é permitir que o paciente tenha controle sobre as contrações musculares, evitando a dispersão involuntária da urina. Também pode ser usado para modular o impulso elétrico nervoso, a isso chamamos de neuromodulação.

 

Cada tratamento deve ser prescrito de forma individual após criteriosa avaliação do paciente.

 

Saiba mais: 

 

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Crédito da imagem: Fundo foto criado por jcomp - br.freepik.com

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