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Oncologia pediátrica: entenda o papel da fisioterapia

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Mesmo com a evolução da medicina oncopediátrica, os efeitos colaterais seguem gerando desconforto e o comprometimento de funções do paciente, muitas vezes agravados não só pela doença, como também pelos tratamentos aplicados. A fim de minimizar esses efeitos e proporcionar maior bem-estar para os pacientes, a fisioterapia se torna opção, sendo oferecida como complemento aos tratamentos da oncologia pediátrica. 

 

No texto abaixo você confere mais informações sobre como a técnica pode auxiliar no tratamento da doença. 

 

O que é oncologia pediátrica? 

 

Dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) estimam que anualmente cerca de 215 mil novos casos de câncer são diagnosticados em crianças abaixo de 15 anos. Embora o dado gere preocupações, principalmente entre os familiares, os avanços no tratamento do câncer infantil nos últimos anos indicam uma taxa de 80% de sobrevida nos casos em que a descoberta é precoce. 

 

- Leia mais: INCA alerta para sinais e sintomas persistentes em crianças

 

Diferentemente dos cânceres identificados em pacientes adultos, que frequentemente estão relacionados a fatores como estilo de vida e o ambiente no qual estão inseridos, os cânceres infantis quase sempre estão associados a alterações no DNA sem causa definida. É o caso de tumores como leucemias, linfomas e os que afetam o sistema nervoso central.

 

Justamente por possuírem metabolismos e características diferentes das dos adultos, as crianças têm seus diagnósticos e tratamentos conduzidos dentro da oncologia pediátrica, uma especialidade que oferece cuidados específicos a esse público.

 

Na oncologia pediátrica, os profissionais dão apoio ao paciente em todas as etapas de seu tratamento, o que inclui cirurgias, radioterapias e quimioterapias, mas também tratamentos complementares como o da fisioterapia. 

 

Embora o câncer em crianças represente a maior causa de morte entre esse público, ainda há otimismo: sua incidência é baixa, representando apenas 2% de todos os cânceres diagnosticados anualmente, e a sua natureza embrionária oferece respostas mais positivas para os tratamentos atuais, que evoluíram consideravelmente e hoje são capazes de curar cerca de 80% de seus pacientes. 

 

- Veja: 7 perguntas e respostas sobre o câncer na infância

 

O papel do fisioterapeuta na oncologia pediátrica

 

Embora os cânceres infantis tenham grandes chances de cura devido à tendência de responder melhor aos tratamentos oferecidos, o fato de o organismo de uma criança ainda estar em desenvolvimento pode fazer com que os efeitos colaterais sejam mais agressivos e perdurem por mais tempo.

 

Entre os efeitos mais comuns decorrentes dos tratamentos estão as náuseas, vômitos, quedas de cabelos, fadiga oncológica, cardiotoxicidade entre outros. No entanto, pais e médicos também podem observar alterações funcionais, como a redução dos movimentos, a perda de força muscular e de condicionamento físico. 

 

Para que esses sintomas não comprometam o paciente a longo prazo e afetem seu corpo e bem-estar, a fisioterapia aplicada à oncopediatria se torna fundamental. Em paralelo aos tratamentos convencionais, ela ajuda a controlar os sintomas causados pela doença e a preservar as funções motoras. 

 

Benefícios da fisioterapia para a oncologia pediátrica

 

Assim como em casos de pacientes adultos, a fisioterapia na oncopediatria atua nas mais variadas disfunções causadas pelo câncer em crianças. Ao longo das sessões, o tratamento é dedicado a estimular as funções motoras e respiratórias do paciente que, por conta da doença, são comprometidas com o tempo. 

 

É o caso dos cânceres que atingem o sistema nervoso e cuja ação pode resultar no atraso do desenvolvimento neuromotor. Através de exercícios de estímulo, o profissional auxilia na reabilitação da criança.

 

Os principais benefícios oferecidos pela fisioterapia oncopediátrica são:

- Preservação das funções cardiopulmonares e circulatórias;

- Redução da dor;

- Melhora do equilíbrio e da coordenação motora;

- Preservação da força muscular e das funções motoras.

 

Para que o programa adequado seja oferecido, é preciso avaliar o estadiamento da doença, bem como as condições em que o paciente se encontra. Por isso, o plano de atividades é estruturado individualmente, de modo que atenda às necessidades de cada criança. 

 

É comum que os pacientes pediátricos tenham seus programas de fisioterapia divididos em três fases. Elas estão relacionadas à complexidade do tratamento e às possíveis complicações decorrentes dele.

 

O principal objetivo da Fase 1 é eliminar o sedentarismo. Isso é feito através da inserção de pequenas atividades supervisionadas na rotina do paciente, como caminhadas e exercícios de força. As primeiras sessões têm baixa intensidade e duração máxima de 10 minutos e aumentam conforme a resposta da criança.

 

Existem diversas técnicas de tratamento para esses casos.

 

Na Fase 2, a principal mudança é que os exercícios se estendem para um programa domiciliar. Nela, os familiares têm grande participação, atuando como orientadores nas atividades, que exploram as funções motoras e musculares. As sessões têm maior duração e intensidade. O uso da gameterapia e atividades lúdicas devem ser incentivadas.

 

Por fim, a Fase 3 tem por objetivo tornar regular a prática de exercícios. Ela é oferecida ao paciente entre seis e 12 meses após a alta médica e consiste em exercícios de reabilitação, que incluem programas aeróbicos e de resistência. Por ocorrer integralmente fora do ambiente hospitalar, é fundamental que o paciente e seus familiares mantenham registros de progresso, que devem ser acompanhadas pelo fisioterapeuta a fim de auxiliar na revisão do plano de atividades.

 

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Crédito da imagem: Médico foto criado por freepik - br.freepik.com

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