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Cardio-oncologia: o impacto dos tratamentos oncológicos na saúde do coração

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A evolução da medicina nos tratamentos oncológicos ofereceu aos pacientes com câncer maior qualidade de vida durante o período de acompanhamento da doença. Tais avanços também aumentaram significativamente as expectativas de cura. Porém, junto aos benefícios, há uma preocupação: o impacto dos tratamentos no organismo - incluindo a saúde do coração. 

 

Apesar de necessários e eficazes na luta contra o câncer, tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia podem causar a morte de células do coração. O ataque pode resultar em mudanças no órgão, provocando efeitos colaterais como insuficiência cardíaca, arritmias e infartos. Para minimizar esses impactos, a cardio-oncologia surge como etapa complementar e de prevenção a essas e outras complicações. 

 

Confira a seguir mais informações sobre como os tratamentos de câncer afetam a saúde do coração e como a cardio-oncologia pode oferecer benefícios aos pacientes.

 

 

O QUE É CARDIO-ONCOLOGIA

 

A cardio-oncologia – ou cardiologia oncológica –, é uma subespecialidade da medicina que tem como objetivo prevenir, diagnosticar e tratar problemas cardiovasculares decorrentes dos tratamentos de câncer.

 

Ao mesmo tempo em que aumentam o tempo de vida e as chances de cura dos pacientes oncológicos, os principais procedimentos adotados hoje durante a etapa de tratamento da doença podem causar prejuízos ao funcionamento do sistema cardiovascular. A incidência de complicações cardíacas também pode ser observada pela própria doença e até mesmo após a conclusão dos tratamentos.

 

Para evitar que esses riscos sejam potencializados ao longo do tempo e para garantir maior qualidade de vida e bem-estar aos pacientes, uma consulta com um cardiologista especializado se tornou item fundamental no rol de procedimentos médicos. 

 

 

IMPACTOS DO TRATAMENTO DE CÂNCER NA SAÚDE DO CORAÇÃO

 

Embora os tratamentos oncológicos tenham como objetivo destruir células cancerígenas e impedir que elas se multipliquem e se espalhem pelo corpo, eles também podem afetar a saúde cardiovascular dos pacientes

 

De acordo com um estudo publicado na revista Journal of Clinical Oncology, pacientes oncológicos são, em média, 2,37 vezes mais propensos a desenvolverem doenças cardiovasculares durante ou após os tratamentos de combate à doença. Esse número pode variar de acordo com a região acometida, chegando a 4,2 vezes em casos de leucemia.

 

Os hábitos e fatores de risco que aumentam as chances de uma pessoa desenvolver algum tipo de câncer são, predominantemente, os mesmos que aumentam as chances de doenças cardiovasculares. É o caso de dietas pobres em nutrientes, o alto consumo de álcool e cigarro ou o sedentarismo e a obesidade. 

 

Por esse motivo, pacientes diagnosticados com câncer naturalmente já têm maior chance de serem diagnosticados com problemas no coração. Além disso, os tratamentos oferecidos para combater as neoplasias podem aumentar o potencial de desenvolvimento dessas doenças.

 

Isso acontece, pois, para atingir resultados positivos frente aos cânceres, muitas vezes os tratamentos oferecidos incluem a combinação de medicamentos ou de procedimentos com alto potencial de cardiotoxicidade, ou seja, o prejuízo do funcionamento do sistema cardiovascular. 

 

Entre os diagnósticos mais frequentes estão as insuficiências cardíacas, que podem ocorrer por conta de quimioterápicos que reduzem a força do músculo cardíaco, e as arritmias. 

 

Diante disso, a cardio-oncologia surge como alternativa para prevenção dessas disfunções. Por meio de acompanhamento especializado e exames de alta tecnologia, é possível identificar precocemente os problemas e aplicar os tratamentos adequados. 

 

 

BENEFÍCIOS DA CARDIO-ONCOLOGIA PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS

 

Embora os tratamentos oncológicos possam causar disfunções cardíacas, eles não devem ser deixados de lado. Afinal, é através deles que o processo de recuperação e cura tem evoluído nos últimos anos. E é para garantir que esses procedimentos se mantenham benéficos, que a cardio-oncologia tem ganhado destaque dentro dos hospitais. 

 

A subespecialidade permite que os médicos acompanhem os pacientes oncológicos durante todo o tratamento. Ao monitorá-los já nas primeiras consultas, eles podem identificar precocemente aqueles que possuem maior risco de cardiotoxicidade e que podem reagir negativamente a tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia. A partir daí, os profissionais podem recomendar tratamentos preventivos que reduzam as chances de complicações no futuro. 

 

Entre as indicações preventivas mais comuns, estão mudanças nos hábitos alimentares e a prática de atividades físicas. Juntas, elas minimizam problemas como o aumento da pressão arterial e do colesterol e ajudam o coração a suportar uma carga maior de estresse oxidativo. O fisioterapeuta atua diretamente nesses casos prescrevendo a carga de exercício necessária para o condicionamento físico do paciente oncológico.

 

Em quadros mais severos, cabe ao especialista também avaliar se há a necessidade de inserção de medicamentos ou a indicação cirúrgica. 

 

Todas as iniciativas da cardio-oncologia, quando somadas, ajudam a prevenir os problemas cardíacos nos pacientes com câncer, além de melhorar a imunidade ao longo do tratamento e o estresse mental decorrente da doença. 

 

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Crédito da imagem: Coração foto criado por jcomp - br.freepik.com

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