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Efeitos colaterais da radioterapia

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Cerca de 60% dos indivíduos com câncer, em algum momento, poderão ser submetido ao tratamento radioterápico. A radioterapia tem sido utilizada como uma modalidade de tratamento local e regional indicada de forma exclusiva ou associada (neoadjuvante,concomitante ou adjuvante) a outros tratamentos para o câncer, como a quimioterapia e a cirurgia, com objetivo de cura, remissão, profilaxia ou paliação.

O objetivo da radioterapia moderna é alcançar uma resposta terapêutica favorável, levando as células malignas a perderem a sua capacidade de multiplicação, ao mesmo tempo em que são preservados, ao máximo, os tecidos normais. Uma célula neoplásica é capaz de dividir-se, indefinidamente, formando um clone com crescimento em progressão geométrica. A radioterapia mata essas células tumorais por dois mecanismos, um direto e um indireto. A radiação ionizante penetra na célula destruindo o seu DNA com efeito direto de 30%, o efeito indireto (70%) se dá pela produção de radicais livres nas células. Através desse mecanismos as células ficam marcadas para morrer mais tarde (apoptose ou morte celular programada).

Os efeitos colaterais da radiação vão depender do volume da irradiação, da dose total e fracionamento diário, do tipo de aparelho de radioterapia, se tem quimioterapia associada e outras variáveis específicas, como: idade, estado nutricional, doenças de base, anomalias cromossômicas e outros mecanismos de sensibilização.

Os efeitos podem ser classificados em agudos, quando os sinais aparecem até 3 meses após o término da radioterapia, ou tardio, que podem aparecer depois de anos do término do tratamento. Isso mesmo, uma sequela da radioterapia pode aparecer mesmo depois de vários anos.

Os principais efeitos são

  • Odinofagia (alteração do olfato);
  • Disfagia (alteração da deglutição);
  • Disfonia (alteração da voz);
  • Tosse;
  • Dermatites (queimaduras de pele);
  • Pneumonites (inflamação e queimadura do pulmão);
  • Pericardite e endocardite (inflamação do coração);
  • Cardiotoxicidade;
  • Citopenia (diminuição da imunidade);
  • Fibrose tecidual (endurecimento da pele);
  • Fibrose pulmonar (endurecimento do pulmão);
  • Linfedema (inchaço crônico);
  • Osteoradionecrose (necrose do osso);
  • Fratura dos ossos;
  • Fadiga oncológica (cansaço);
  • Telenangectasias (tipo varicoses);
  • Plexopatias (alteração dos nervos);
  • Esofagite (queimação/asia no esôfago).

As regiões que mais sofrem efeitos colaterais da radioterapia são as mamas e a cabeça e pescoço. Os principais efeitos serão pela queimadura dos tecidos (radiodermite), pelo endurecimento do tecido (síndrome da fibrose radioinduzida) e pela fadiga. Ao notar algum desses sintomas procure o médico. Várias dessas disfunções também podem ser tratadas por fisioterapeutas especialistas em oncologia.

 

Dra Jaqueline Munaretto Timm Baiocchi

Fisioterapeuta
Doutora em Oncologia
Presidente do Instituto Oncofisio
Especialista em fisioterapia em oncologia e saúde da mulher - COFFITO

 

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