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Alta frequência

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Alta frequência é uma técnica antiga em que se utilizam eletrodos de vidro com uma corrente alternada de alta frequência. Dentro desse eletrodo de vidro existe um gás com propriedades físico-químicas que facilitam a transmissão da corrente para o outro extremo do eletrodo, esse gás pode ser argônio, neônio ou xenônio. A diferença de potencial entre a pele e o eletrodo provoca faiscamento. Toda faísca transporta energia, que será absorvida pela pele. O tecido transforma essa energia em calor (efeito térmico) e depois em ozônio na parte externa do vidro. Assim a alta frequência é um recurso vasodilatador, hiperemiante, sedante e antisséptico.

Efeitos

Efeito Térmico

O principal efeito das correntes de alta frequência ao atravessar o organismo é a produção de calor, que tem por base o efeito Joule. Do efeito térmico, pode-se deduzir outro efeito como o de vasodilatação periférica local. Devido ao calor gerado, consegue-se um aumento do fluxo sanguíneo e, portanto, se produz uma melhora do trofismo, da oxigenação e do metabolismo celular. Apesar disso, verificamos que o efeito térmico do aparelho de alta frequência não é tão pronunciado como visto em outros recursos de alta frequência usados na fisioterapia, tal qual as ondas curtas e o micro-ondas. Em algumas situações, verificamos uma leve sensação de calor quando usamos o aparelho de alta frequência com uma potência mais alta e por um maior tempo de aplicação. Entretanto, esses parâmetros não são vistos com frequência na prática clínica, onde normalmente se utilizam doses baixas e por pouco tempo de aplicação.

Vasodilatação e Hiperemia

Aparecem como consequência do efeito térmico, onde a vasodilatação provoca um aumento da circulação periférica local, gerando a hiperemia na pele. Assim como no efeito térmico, a hiperemia também só ocorre com uso de intensidade alta, por um tempo maior de aplicação, portanto este efeito normalmente não é verificado.

Aumento da Oxigenação Celular

Este aumento está associado à vasodilatação, e consequente aumento do fluxo sanguíneo, aumentando assim o aporte de oxigênio por intermédio do sangue.

Bactericida

Elimina bactérias anaeróbias.

Bacteriostática

Diminui a proliferação de bactérias aeróbias.

Fungicida

Eliminação de fungos.

Indicações dentro da oncologia

Como complemento na hidratação tecidual e antisséptico pós procedimentos cirúrgicos, quimioterapia e radioterapia.

Tem grande aplicabilidade na pele com radiodermite, devido à queimadura pela radioterapia, tanto como efeito hidratante, cicatrizante, como efeito antisséptico. Podem ser associados para um melhor resultado cremes que não contenham metais minerais nem derivados de petróleo.
Portadores de recorrentes infecções de pele como a erisipela também se beneficiam.

Técnicas de aplicação

Fluxação ou Efluviação: usa-se essa técnica com passagem lenta e por igual dos eletrodos, geralmente eletrodos com superfície plana, em contato direto sobre a pele. Pode-se utilizar o auxílio de uma gaze para o melhor deslizamento do eletrodo. Esta forma de aplicação promove efeito descongestivo e calmante, diminuindo a hiperemia (vermelhidão).

Faiscamento direto: Aplica-se com o eletrodo um pouco afastado da pele provocando faíscas, nesse método de aplicação ocorre a formação de Ozônio.

Faiscamento indireto: o cliente segura o eletrodo saturador em uma das mãos e a bobina na outra. Essa técnica permite a permeação de ativos hidratantes e emolientes que não contenham substância inflamável (álcool, éter e acetona,).

Contra-indicações

Portadores de marca-passo, cardiopatas, portadores de pinos ou placas metálicas no local da aplicação e associação com cremes ou loções que contenham álcool, éter ou acetona, pois pode pegar fogo e causar queimaduras.

O uso incorreto de alta frequência pode causar queimaduras! Os eletrodos com menor superfície concentram mais em um ponto os efeitos térmicos do aparelho de alta frequência, podendo causar queimaduras. Portanto consulte um fisioterapeuta especializado para aplicação da técnica.

Jaqueline Munaretto Timm Baiocchi
Mestranda em Oncologia pelo AC Camargo Cancer Center
Especialista em Fisioterapia Onco-funcional pela ABFO-COFFITO
Especialista em Fisioterapia Oncológica e Hospitalar pelo A.C Camargo Cancer Center
Formação Internacional em terapia linfática pelo Método Vodder EUA
Especialista em Saúde Baseada em Evidência pelo Hospital Sírio Libanês
Especialista em Saúde da Mulher pela USP
Especialista em Acupuntura pelo CBES
Especialista em Fisioterapia Respiratória e UTI pelo A.C. Camargo Cancer Center
Coordenadora científica e de cursos do portal Oncofisio
Diretora da clínica Fisio Onco www.fisioonco.com.br

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