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Atuação fisioterapêutica na hemipelvectomia interna. Da cirurgia à funcionalidade

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Os ossos da região da pelve constituem 5% dos tumores ósseos malignos.

Ao realizar a hemipelvectomia interna, o cirurgião tem como objetivo a ressecção do tumor com margens livres e, se possível, a restauração da estabilidade pélvica e preservação da função articular do quadril.

Enneking & Dunham (1978) propuseram uma classificação para a descrição da ressecção pélvica, de acordo com a figura ilustrativa

A ressecção da asa do ilíaco é um procedimento que mantém a continuidade entre o acetábulo e o esqueleto axial. Sem comprometimento funcional.A remoção completa do ílio desconecta a articulação sacroilíaca do acetábulo e pode fazer com que ocorra a desestabilização do restante do segmento, que fica dependente da sínfise púbica.

Pacientes submetidos à ressecção da zona II apresentam maior alteração física e funcional devido ao procedimento cirúrgico propriamente dito, pois pode envolver a remoção da cabeça do fêmur, Portanto, a função biomecânica da hemipelve está relacionada com a ressecção do tumor.

Ainda não existe consenso em relação à reconstrução da pelve após a ressecção do tumor.

A fisioterapia inicia-se ao diagnóstico, com orientações e treino de uso de muletas.
No primeiro dia de pós-operatório (PO), o paciente pode realizar exercícios isométricos de quadríceps e ativo-livres de tornozelo no membro operado, fortalecimento global de acordo com o grau de força muscular e condição clínica do paciente. No segundo dia de PO, o paciente pode ser posicionado sentado e realizar exercícios ativo-livres de fortalecimento de quadríceps e isquiotibiais. No terceiro dia de PO, treino de marcha com muletas sem apoio do membro operado.

O apoio parcial sobre o membro operado inicia-se após seis a oito semanas de PO, mediante autorização do cirurgião oncológico ortopédico responsável. Geralmente, o apoio total ocorre quando há formação de fibrose tecidual e força muscular grau 3 de quadríceps. A reabilitação visa o fortalecimento de toda musculatura do membro comprometido. A ressecção do acetábulo permite uma movimentação total do quadril, mas na fase de apoio da marcha, o membro inferior "pistona" para se acomodar nas partes moles.

Os resultados funcionais dependem da ressecção cirúrgica. Os pacientes conseguem deambular sem auxiliares de marcha. Se houver a discrepância no comprimento dos membros é indicado o uso de compensação em calçado.

Pacientes submetidos a hemipelvectomia interna sem reconstrução são capazes de desempenhar, satisfatoriamente, todas as funções inerentes à faixa etária que pertencem.

Ressecções da zona 2 ou de toda a hemipelve podem requerer o uso de uma órtese estabilizadora de quadril.

Dra. Liliana Yu Tsai
CREFITO 3/ 26310 F
Coordenadora de Fisioterapia do Instituto de Oncologia Pediátrica ? Grupo de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer (IOP-GRAACC/UNIFESP)
Especialista em Fisiologia do Exercício - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Especialista em Fisioterapia Motora Hospitalar e Ambulatorial - UNIFESP
Mestre em Reabilitação- UNIFESP

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