Digite a senha



Digite a senha



O que deseja fazer?



Recuperação de senha



Gerenciando os efeitos da radioterapia ginecológica

Você está localizado em: Home » Gerenciando os efeitos da radioterapia ginecológica



O tratamento por radioterapia vem sendo utilizado desde muito tempo em pacientes que sofrem diversas formas de câncer. O objetivo é eliminar as células tumorais através de radiação ao mesmo tempo em que procura evitar
a destruição de células saudáveis. Mais da metade dos pacientes com câncer precisarão de radioterapia em algum ponto durante o tratamento. Existem atualmente máquinas mais modernas que focam a dose da radiação sobre o tumor preservando os tecidos adjacentes.

O principal efeito deletério da radiação ionizante sobre os tecidos saudáveis são as queimaduras e as fibroses. Isso acontece porque a radioterapia resseca os tecidos, altera a estruturas dos capilares sanguíneos e promove uma intensa inflamação local. Quando inicia o processo de reparo tecidual este fica desequilibrado fazendo com que haja um excessivo depósito de matriz colágena, levando a formação de espessamentos, aderências e fibroses teciduais.    

A radioterapia na região pélvica pode acometer a bexiga, órgão reprodutores, intestino e reto.
Isso pode acarretar em uma vagina mais estreita, menos flexível e mais seca (estenose vaginal), o que pode tornar desconfortável e dolorosa as relações sexuais (dispareunia). Também pode ser mais difícil fazer exames clínicos internos.
Se a radiação alcançar a bexiga, poderá levar à alterações vesicais e incontinência urinária. Essa pode se manifestar com perda de urina, ou aumento na frequência e vontade de urinar.

Se a radiação alcançar o intestino poderão surgir alterações no controle e na consistência das fezes. Ora ocorrerá diarreia, ora prisão de ventre. Tanto uma inflamação crônica na bexiga (cistite actínica) quanto no intestino e no reto (colite ou retite acnítica) poderão surgir.

Vale ressaltar que os efeitos da radiação nos tecidos podem se perpetuar por longos períodos.
Ao notar a presença de sintomas pélvicos, mesmo vários anos após o termino da radioterapia procure seu médico e fisioterapeuta. O ideal é passar por avaliação e orientação durante a radioterapia, desse modo seu fisioterapeuta o ensinará a prevenir tais disfunções.

Todas essas alterações descritas são tratadas pela fisioterapia pélvica/uroginecológica. Dispomos de diversos métodos de tratamento para as disfunções sexuais, incontinência urinária, dores pélvicas e fibroses teciduais.

Jaqueline Munaretto Timm Baiocchi

Doutoranda em Oncologia FAP- Ac Camargo Cancer Center
Especialista em Fisioterapia Onco-funcional pela ABFO-COFFITO
Especialista em Fisioterapia Oncológica e Hospitalar pelo A.C Camargo Cancer Center
Formação Internacional em terapia linfática EUA- Alemanha- Bélgica
Especialização em Saúde Baseada em Evidência pelo Hospital Sírio Libanês
Especialização em Saúde da Mulher pela USP
Especialização em Acupuntura pelo CBES
Especialização em Fisioterapia Respiratória e UTI pelo A.C. Camargo Cancer Center
Diretora do Instituto Oncofisio Oncofisio
Diretora da clínica Fisio Onco www.fisioonco.com.br
Coordenadora adjunta do ambulatório de fisioterapia vascular- UNIFESP
Vice presidente da ABFO- Associação Brasileira de Fisioterapia em Oncologia

Newsletter

Preencha seu e-mail e receba as novidades do Instituto Oncofisio em seu e-mail!

© 2010/2018 - Oncofisio: Todos os Direitos Reservados

O conteúdo deste site tem objetivo estritamente informativo. Em hipótese alguma substitui a consulta ou tratamento médico e fisioterapêutico.

Em caso de dúvida, procure seu médico ou fisioterapeuta.

Endereço: Rua Joaquim Távora, 303 - Vila Mariana (CEP: 04015-000) - São Paulo - SP

Telefone: (11) 3255-4727