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Síndrome da rede axilar

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A síndrome da rede axilar é uma complicação decorrente da cirurgia do câncer de mama. É caracterizada por um ou mais cordões que podem iniciar na parede do tórax, passar pela axila e seguir até a base do polegar. Muitas vezes são mais facilmente visualizados abaixo da axila. Eles ficam mais visíveis com o braço em abdução e rotação externa (braço aberto com a palma da mão voltada para cima).

Sua frequência pode chegar a 85,4% e seu aparecimento se dá nas primeiras semanas de pós cirúrgico, podendo apresentar resolução espontânea após 3 meses. A síndrome é mais comum nas pacientes que realizaram esvaziamento axilar comparado às mulheres que realizaram biópsia do linfonodo sentinela.

Estes cordões se formam devido à trombose e espessamento dos coletores linfáticos, causados pela interrupção do fluxo linfático pela retirada dos linfonodos. Até hoje foram biopsiados apenas 4 cordões, onde foi encontrado a presença de coágulos de fibrina em seu interior (Moskovitz, 2001).

Acredita-se que a estase, o trauma, a hipercoagubilidade e também o posicionamento da paciente durante a cirurgia podem causar maior dano aos vasos linfáticos. A liberação de fatores de coagulação durante a cirurgia, explica por que algumas pacientes que realizam adenomastectomia profilática apresentam a síndrome da rede axilar, mesmo sem ter realizado nenhuma abordagem axilar.

Mesmo sendo conhecida como uma síndrome auto-limitada, de resolução espontânea, é de extrema importância a atuação fisioterapêutica. A movimentação limitada do braço pode causar dor, contraturas musculares, incapacidade de realizar atividades do dia-dia e também compensações mecânicas importantes para suprir o déficit de movimentação. Muitas vezes as pacientes ainda passarão por sessões de radioterapia, o que lhe exige um posicionamento do membro superior que não é possível com a presença dos cordões.

Para tratar, o fisioterapeuta pode utilizar alongamentos passivos e ativos, terapia manual, fortalecimento, educação postural e kinesiotaping. Sobre os cordões pode-se realizar deslizamentos profundos, para facilitar seu alongamento, onde muitas vezes conseguimos rompe-los trazendo alívio imediato.

Luciana Kopittke
CREFITO-3 169772-F
Fisioterapeuta Especializada em Saúde da Mulher CAISM/UNICAMP
Residência em fisioterapia oncológica pelo AC Camargo Cancer Center
Fisioterapeuta da clínica FisioOnco www.fisioonco.com.br

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