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Paralisia Facial

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As cirurgias de cabeça e pescoço, por vezes, são de grande porte, e envolvem a ressecção de ossos e vários tecidos moles como, pele, vasos, músculos e nervos. Geralmente mais de 50% dos procedimentos cirúrgicos que envolvem acesso à cabeça da mandíbula para ressecção de neoplasias malignas, evoluem com paralisia facial transitória ou permanente, devido à lesão do nervo facial.

O nervo facial é uma grande preocupação do cirurgião durante o acesso à cabeça da mandíbula. Lesões nervosas podem ser causadas por compressão ou estiramentos mecânicos e queimaduras durante a eletrocoagulação de vasos adjacentes, os quais podem acarretar em paresia muscular transitória ,que é a diminuição do movimento, ou paralisia permanente da musculatura inervada pelo nervo facial. Em casos de somente manipulação do nervo ou edema circunjacente, na maioria das vezes, a dormência e fraqueza muscular apresenta bons resultados com o tratamento. Se houver a secção completa do nervo, então a paralisia facial será permanente.

Para o sucesso do tratamento do câncer de cabeça e pescoço o trabalho da equipe multidisciplinar é imprescindível. A reabilitação física e funcional são de grande importância para a melhora da qualidade de vida do paciente a longo prazo.
Nesse âmbito, a fisioterapia é extremamente atuante no tratamento tanto da paralisia facial transitória, quanto da permanente, e pode-se iniciar a sua abordagem no pós-operatório imediato.

Inicialmente, o fisioterapeuta deverá realizar uma avaliação minuciosa, analisando os movimentos ativos dos músculos inervados pelo nervo facial, se os movimentos são completos ou incompletos, ou se não os realiza, passando para avaliação do tônus, sensibilidade, até chegar ao funcionamento da articulação têmporo-mandibular.

O tratamento fisioterapêutico pode consistir, entre outras modalidades, de cinesioterapia, massoterapia, crioterapia, eletroterapia, estimulação sensorial, acupuntura e kinesio e linfotaping. Essas modalidades visam ajudar o paciente a alcançar seu nível funcional mais alto e é necessário o domínio do profissional para a realização de cada uma.

A cinesioterapia é a técnica fisioterapêutica mais conhecida, que utiliza exercícios para facilitação, inibição, fortalecimento e relaxamento de grupos musculares. Podem ser realizados através de mímica facial, em frente ou não do espelho, e outras formas de movimentos com ajuda do fisioterapeuta e de outros recursos.

Na massoterapia o fisioterapeuta utiliza suas mãos para realização de drenagem linfática, visando a redução do edema pós cirúrgico, manobras mio-relaxantes intra e extra-orais para eliminação de tender points (pontos dolorosos e com tensão muscular), e também para o relaxamento da hemiface não comprometida, que estará tensionada devido sobrecarga compensatória da hemiface paralisada.

A crioterapia consiste na utilização de gelo e/ou compressas geladas com fins terapêuticos. Nesse caso, geralmente o gelo é utilizado para fazer estimulação da musculatura paralisada, no sentido correto da fibra muscular, para que o sistema nervoso central capte as vias de controle motor.

A eletroterapia é a modalidade que utiliza o auxílio de correntes elétricas, por meio de eletrodos de superfície e canetas estimuladores, para favorecer as estruturas neuromusculares nos movimentos requeridos.

Muitos pacientes referem parestesia, sensação de formigamento associada a diminuição de sensibilidade tátil e/ou dolorosa, devido a manipulação nervosa durante o procedimento cirúrgico e essa alteração de sensibilidade pode interferir na movimentação muscular adequada. Nesses casos, o fisioterapeuta utiliza estimulação sensorial através de diversas texturas (macia, dura, áspera, fofa, fina, grossa, quente, fria, seca, molhada, entre outras) na parte dessensibilizada.

A acupuntura é um recurso alternativo, utilizado como coadjuvante no tratamento da paralisia facial, e pode ser realizado de forma sistêmica ou apenas na orelha (auriculoterapia). Essa técnica visa promover a homeostase de órgãos e sistemas, através de estímulos em pontos reflexos.

E por último a kinesio e linfotaping, que consistem na aplicação de fitas elásticas adesivas, com posicionamento, tensão e direcionamentos adequados, para a diminuição de dor ou alterações de sensibilidade, dar suporte aos movimentos musculares, diminuição da congestão linfática e hematomas subcutâneos e eliminação de fibroses e aderências cicatriciais.

Enfim, a paralisia facial é uma complicação pós-operatória muito frequente, no entanto, apresenta boa evolução se a lesão nervosa não for total e se o paciente receber acompanhamento de um fisioterapeuta especializado.

Juliana Carvalho Schleder
Especialista em Fisioterapia Oncológica - SBFC
Mestre em Tecnologia em Saúde - PUCPR
Docente do Curso de Fisioterapia - CESCAGE
Responsável pelo Ensino e Pesquisa do Setor de Fisioterapia - HEG
Vice Presidente da SBFC - Regional do PR 

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