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Planejamento terapêutico

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O tratamento do câncer é complexo e geralmen­te envolve o trabalho de diversos especialistas especificamente treinados e experientes em lo­cais que possuem infra-estrutura suficiente para atender a todas as necessidades do paciente (diagnóstico, estadiamento, métodos de tratamen­to, tratamento de complicações e reabilitação in­tegral, tanto física quanto psicológica e social). O primeiro objetivo do tratamento do câncer é a cura seguido por me­lhorar a qualidade e o tempo de sobrevida dos pacientes. Embora na atualidade o ideal de cura seja alcançado em muitos casos, não significa necessariamente que os objetivos de preservação de qualidade de vida sejam atingidos e esse é o grande desafio enfrentado pela oncologia neste final de século. Não é exagero repetir que a primeira decisão terapêutica é a mais importan­te para o sucesso do tratamento e deve ser pre­ferencialmente um esforço multimodal. Por outro lado, não são infreqüentes os casos diagnostica­dos em fases incuráveis. Nesses casos em que a doença não pode ser tratada, diversas opções estão disponíveis para tornar menos penosos os dias de sobrevida dos pacientes acometi­dos pelo câncer (terapêutica clínica ou cirúrgica da dor, trata­mento de suporte clínico, suporte psicológico, religioso e social).

Os principais fatores levados em conta para o planejamento do tratamento em oncologia são:

  1. profundo conhecimento da história natural (agressividade, risco de metástases, compli­cações, síndromes associadas) de cada tipo específico de câncer;
  2. resultados esperados com cada tipo de tra­tamento ou associações de tratamento, tan­to sob o ponto de vista quantitativo (mortali­dade pelo tratamento e tempo de sobrevida) quanto qualitativo (complicações, sequelas, reabilitação e qualidade de vida).

A experiência adquirida ao longo deste sécu­lo mostra que o equilíbrio entre potencial de cura e morbidade deve ser considerado, recomendan­do-se para tumores sólidos, de um modo geral, tratamento isolado (cirurgia ou radioterapia) e as­sociações de tratamento (cirurgia e radioterapia, cirurgia e quimioterapia, radioterapia e quimio­terapia ou cirurgia, radioterapia e quimioterapia) para tumores mais avançados.

O tratamento do câncer é planejado de acor­do com a biologia do tumor, estadiamento, condições clínicas e aceitação do paciente. As formas de tratamento podem ser clas­sificadas:

De acordo com o local de ação:

Loco-regional:

  • Cirurgia (convencional, vídeo, laser, crioterapia, etc.);
  • Radioterapia (teleterapia, braquiterapia).

Sistêmico:

  • Quimioterapia;
  • Terapia de molécula alvo;
  • Hormonioterapia;
  • Imunoterapia.

    De acordo com a intenção do tratamento:
  • Curativo;
    Paliativo.

Seguimento de Pacientes

Todos os pacientes submetidos a tratamento de câncer devem ser acompanhados a longo prazo em consultas ambulatoriais, geralmente trimestrais no primeiro ano após o término do tratamento e quadrimestrais no segundo e terceiro anos. Após as consultas passam a ser semestrais do quarto ao quinto ano. Após o quinto ano, passam a ser feitas anualmente. Todos os pa­cientes são sistematicamente orientados a procu­rar assistência médica no serviço onde foi realiza­do o tratamento, caso apresentem qualquer mani­festação que possa sugerir a possibilidade de re­corrência neoplásica. Nessas consultas o paciente deve ser avaliado clinicamente, incluindo de for­ma sistemática o exame do local do tumor primá­rio e das cadeias linfáticas regionais. A periodicidade das dosagens de marcadores tumorais e outros exames (como cintilografia óssea, etc.) são indicados de acordo com o tipo de tumor. Na presença de sintomas, exames complementa­res podem ser indicados em qualquer época.

Recidiva

A expressão "recorrência da neoplasia" indi­ca recidiva ou retorno da doença após o término do tratamento. Consideram-se reci­divas locais aquelas que ocorrem nos tecidos próximos ao da região da lesão primária tratada. Consideram-se metástases regio­nais aquelas que ocorrem em local não tratado previamente por cirurgia ou radiotera­pia. Define-se como metástases à distância aque­las que ocorrem em vísceras, ossos, tegumentos, partes moles ou linfonodos não-regionais.

Para diferenciar das recorrências, define-se como outras neoplasias primárias aquelas que correspondem aos seguintes critérios:

  • cada tumor deve apresentar características de malignidade definidas;
  • cada tumor deve ser distinto;
  • a possibilidade de que um tumor seja metástase do outro deve ser excluída.

De acordo com a época do diagnóstico da segunda neoplasia, os tumores são classifica­dos como sincrônicos (diagnostica­dos ao mesmo tempo) ou metacrônicos (diagnosticados em momentos diferentes).

As principais razões para seguimento nos primeiros anos são as recidivas, que em alguns casos podem permitir trata­mento de resgate. Para a maioria dos casos, o tempo de seguimento é de cinco anos. Mas, em alguns tumores o seguimento deve ser mais prolongado. Outras razões para o seguimento oncológico por período inde­terminado são:

  1. ocorrência de tumores múltiplos subsequentes;
  2. tratamento de sequelas do tratamento;
  3. aconselhamento genético em casos espe­cíficos.

Fonte: adaptado do portal Instituto Oncoguia

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