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Fonoaudiologia no Câncer de Cabeça e Pescoço

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O câncer de cabeça e pescoço provoca alterações fonoaudiológicas com impacto na deglutição, voz, articulação e mastigação.

Os tipos de cirurgias que podem apresentar tais alterações podem ser as ressecções em cavidade oral e orofaringe (ressecção de lábios, de soalho de boca, mandíbula e língua) e laringe (laringectomias parciais e subtotais e laringectomias totais e faringolaringectomias).

As principais modalidades de tratamento para as neoplasias de cabeça e pescoço são a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia, isoladas ou associadas. A escolha do tratamento é definida pelo médico. As possibilidades de preservar a fala, a voz, a mastigação e o mecanismo de deglutição são sempre consideradas pela equipe multidisciplinar que está envolvida com o paciente, e o fonoaudiólogo é o profissional responsável pela reabilitação dessas funções.

A atuação fonoaudiológica acontece em três momentos distintos do tratamento:

O primeiro momento refere-se ao atendimento pré-operatório, quando o fonoaudiólogo fornece ao paciente e seus familiares informações sobre as dificuldades de fala, voz e alimentação que podem decorrer do tratamento e sobre o processo de reabilitação fonoaudiológica propriamente dito. É nesse momento que o vínculo terapêutico fonoau-diólogo/paciente se inicia e, por isso, sua importância.

O segundo momento ocorre no pós-operatório. O fonoaudiólogo obtém informações sobre o tumor, a extensão da cirurgia, o tipo de reconstrução, se houve algum problema durante ou após a cirurgia, etc. Também reforça as informações fornecidas no período pré-cirúrgico, tranqüilizando o paciente quanto às dificuldades de comunicação daquele momento, chamando a atenção para os aspectos que são provisórios e reforçando a ajuda que poderemos dar a ele para as mudanças definitivas. O fonoaudiólogo acompanha a evolução pós-operatória, fazendo visitas rápidas e freqüentes. Se necessário, realiza a avaliação clínica das funções do sistema estomatognático e solicita a avaliação objetiva da deglutição e/ou fonação.

O terceiro momento da atuação fonoaudiológica é composto pela reabilitação fonoaudiológica (avaliação e fonoterapia) e geralmente inicia após a segunda semana de pós-operatório, quando a cicatrização já está completa ou, então, após a alta hospitalar com o encaminhamento médico.

Na avaliação fonoaudiológica são observadas as condições da motricidade oral, voz e deglutição, avaliação do padrão articulatório, tipo de voz, se presente, presença de sonda naso-enteral (SNE), condições respiratórias e presença de traqueostomia provisória ou definitiva. O objetivo da avaliação é identificar o que está alterado no sistema estomatognático e porque estas alterações estão ocorrendo para definir o diagnóstico fonoaudiológico e a conduta terapêutica mais adequada.

O principal objetivo da fonoterapia em câncer de cabeça e pescoço é a reabilitação da deglutição. Após, se necessário, realiza-se o trabalho fonoarticulatório e vocal.

Na maioria das vezes, inicialmente, o paciente submetido à cirurgia faz uso de SNE para alimentar-se. Quando o paciente é capaz de deglutir com segurança, sem aspiração e com um tempo de trânsito oral adequado, a via de alimentação alternativa utilizada pode ser removida e o paciente inicia a alimentação por via oral. O treinamento para a introdução da via oral é realizado com orientação de um fonoaudiólogo que utiliza, além da consistência mais adequada, as manobras posturais e manobras facilitadoras da deglutição indicadas para cada caso.

A reabilitação fonoaudiológica pode ser direta ou indireta, envolvendo estimulação sensorial, manobras de proteção de via aérea e posturais, exercícios fisiológicos e adaptação de próteses orais.

Alguns fatores prognósticos contribuem para a reabilitação fonoaudiológica em cabeça e pescoço, tais com assistência interdisciplinar, acompanhamento fonoaudiológico adequado, aspectos anatômicos, fisiológicos e psicossociais.

A integração do fonoaudiólogo com a equipe interdisciplinar é essencial para que o indivíduo tenha as melhores possibilidades de adaptação após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Cada vez mais deve-se buscar uma melhor qualidade de vida para esses indivíduos.

Dra. Ana Valéria Vaucher , Fonoaudióloga para o Portal Brasil Clínicas.
http://www.brasilclinicas.com.br/artigos/ler.aspx?artigoID=150 

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