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Câncer de colo de útero pode ser extinto em até 100 anos, apontam estudos

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03/02/2020

 

O câncer de colo de útero pode ser erradicado em menos tempo do que se imagina. É o que sugerem dois novos estudos da Universidade Laval, no Canadá, publicados na respeita revista científica The Lancet. De acordo com as pesquisas, 78 países que sofrem com altos índices da doença podem extingui-la até 2120 se adotarem algumas medidas específicas para isso.   

O câncer do colo do útero é o câncer mais comum em países de média e baixa renda. Nos países ricos, a vacinação contra o HPV, vírus por trás da maioria dos casos da doença, melhorou drasticamente as perspectivas de prevenção do câncer cervical entre as mulheres. Mas isso não aconteceu em nações menos desenvolvidas. 

A partir de dois estudos, os cientistas canadenses elaboraram uma estratégia com três metas principais a serem cumpridas até 2030: aumentar vacinação para 90% de cobertura, garantir que 70% das mulheres com idades entre 35 e 45 anos sejam examinadas duas vezes em suas vidas e assegurar que 90% das pacientes diagnosticadas com câncer de colo do útero recebam o tratamento necessário. O plano será apresentado à Organização Mundial da Saúde (OMS) em um encontro que acontecerá entre os 3 e 8 de fevereiro.

O primeiro dos estudos focou em “se” e “quando” seria viável eliminar casos de câncer cervical em países de baixa renda de acordo com diferentes estratégias: vacinação de meninas contra o HPV, imunização combinada com triagem de mulheres com 35 anos de idade e vacinação combinada com triagem duas vezes na vida de uma mulher.

Os resultados preveem que a vacinação sozinha poderia reduzir o número de casos de câncer cervical em 89% no próximo século, evitando 60 milhões de casos nesses países. No entanto, nações que hoje possuem uma incidência de mais de 25 casos por 100 mil mulheres não conseguiriam eliminar a doença apenas com a vacinação contra o HPV. Na África Subsaariana, por exemplo, a eliminação só seria possível em 27% dos países.

Mas, se a imunização for acompanhada de triagem duas vezes na vida, 100% dos países poderão alcançar a eliminação, reduzindo os casos de câncer cervical em 97% e evitando 74 milhões de diagnósticos até 2120.

Para o segundo estudo, os autores analisaram o impacto dos três elementos da estratégia nas mortes por câncer do colo do útero. A estimativa é que, em 2020, haverá 13 mortes a cada 100 mil mulheres em países pobres. Em 2030, a estratégia tripla poderia evitar cerca de 300 mil mortes, uma redução de 34%. Em 2070, 14,6 milhões de óbitos seriam evitados, reduzindo a mortalidade em 92% (só a vacinação preveniria  62% das mortes). Em 2120, a estratégia tripla poderia reduzir a mortalidade em 99%; esforços de imunização atingiram no máximo 90%.

"Pela primeira vez, estimamos quantos novos casos de câncer do colo do útero poderiam ser evitados se a estratégia tripla de intervenção da OMS fosse implementada e quando a eliminação pudesse ser alcançada", diz o professor Marc Brisson, que liderou ambos estudos.

Em um artigo, a professora Vivien Tsu (que não participou dos estudos), da Universidade de Washington, nos EUA, disse: "Agora precisamos dar os próximos passos para decidir o que fazer primeiro: basear-se no que existe, estabelecer bases onde até as infraestruturas básicas estão faltando ou colocar em prática planos locais que nos levem rapidamente ao objetivo de tornar o câncer de colo do útero a doença rara que deveria ser ".

Fonte: Revista Galileu

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