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Câncer de mama: 77% das brasileiras consideram autoexame eficaz

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01/10/2019

 

Outubro é o mês da conscientização do câncer de mama. Apesar de o Brasil já participar do movimento Outubro Rosa há mais de 15 anos, ainda existe bastante desinformação sobre o assunto. Por exemplo, muitas mulheres acreditam que o autoexame das mamas (o toque feito pela própria mulher) é a melhor maneira de identificar a doença em seus estágios iniciais — quando, na maioria dos casos, o tumor palpável já está em estágio avançado.

É o que mostra a pesquisa "Câncer de mama hoje: como o Brasil enxerga a paciente e a sua doença?", aplicada pelo IBOPE Inteligência em parceria com a farmacêutica Pfizer por meio de uma entrevista online com 2 mil pessoas de diferentes regiões do país, em que 48% dos entrevistados eram homens e 52%, mulheres.

A pesquisa indica que 79% dos homens e 77% das mulheres confiam mais no autoexame, apesar de não ser o método mais preciso para identificar a doença. “Nos últimos anos, muitas sociedades médicas deixaram de recomendar o autoexame como método preventivo porque, ao não detectar alterações durante essa prática, a mulher pode acabar se afastando do médico e atrasando a realização da mamografia”, diz Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer. A mamografia pode detectar alterações muito pequenas que ainda não são palpáveis, o que aumenta a chance de sucesso no tratamento.

O câncer de mama é uma doença multifatorial — a herança genética é apenas um dos elementos que contribuem para o seu aparecimento. Mas não é isso que os entrevistados responderam na pesquisa: para 71% deles, o câncer está relacionado com o histórico familiar. No entanto, segundo uma pesquisa publicada na BioMed Research International em 2013, esse fator só está presente em 5% a 10% dos casos de tumores mamários.

A doença tem mais relação com hábitos de vida, como o sedentarismo,  alimentação cheia de ultraprocessados e consumo de álcool. Esse último fator, aliás, é um dos mais preocupantes: beber frequentemente, mesmo em baixas doses (uma lata de cerveja por dia, por exemplo), já aumenta o risco da doença. Outros fatores são: não ter filhos, engravidar após os 30 anos de idade, menstruar antes dos 12 anos e menopausa após os 55 anos. Eles estão ligados à ação mais prolongada dos hormônios femininos, que podem levar à doença.

Para 33% dos entrevistados, a mulher é diagnosticada tardiamente porque não fez os exames preventivos, o que, segundo Dulcine, é uma forma de alimentar preconceitos. “É uma percepção que reforça a ideia de culpa, embora existam tumores muito agressivos que são capazes de se desenvolverem entre um exame e outro”. Outros 7% responderam que a doença foi desenvolvida “porque esse era o destino da pessoa e estava nos planos de Deus".

No caso do câncer de mama metastático (quando as células cancerígenas se espalham para outras partes do corpo), 40% das mulheres e 43% dos homens acreditam que ele é causado porque a mulher demorou muito para fazer os exames preventivos e não foi possível diagnosticar o tumor cedo. Mas o que acontece é que alguns tipos de câncer de mama são muito agressivos e, em poucos meses, podem evoluir para uma metástase. Com isso, a situação das mulheres fica prejudicada até no mercado de trabalho, em que 10% dos entrevistados não realizariam a contratação de uma funcionária com essa condição "porque ela teria várias necessidades que poderiam comprometer o trabalho".

Para ajudar a conscientizar a população sobre o tema, o Coletivo Pink (uma união de organizações não governamentais sobre câncer de mama) irá realizar ações durante o mês de outubro em na Casa das Rosas, em São Paulo (Avenida Paulista, 37). Mais informações podem ser conferidas no site da organização.

Fonte: Galileu

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