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Câncer de mama, desafio à mulher moderna

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O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 1 milhão de novos casos anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar desse quadro preocupante, a doença desperta questionamentos entre as pacientes quanto a seus fatores de risco e sintomas, e alguns mitos ainda persistem, como o que relaciona o estresse a uma de suas causas.

O pico da ocorrência de câncer de mama se dá entre os 50 e 60 anos, fazendo com que a chance esteja diretamente relacionada à idade. As muitas emoções da correria diária não podem, definitivamente, ser apontadas como fatores de risco. Portanto, nada de se sentir culpada caso a doença venha a ser diagnosticada.
De acordo com Marcos Desidério Ricci, professor doutor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), depressão, ingestão alcoólica crônica e de gordura em excesso, e índices de massa corpórea que indiquem sobrepeso e obesidade estão entre os fatores cientificamente comprovados e ligados ao aumento na probabilidade de se desenvolver a doença.

“Cerca de 5 a 10% dos casos têm origem genética hereditária. Os outros 90% são esporádicos, sem registro de fator específico relacionado ao seu surgimento. Porém, podemos dizer que atividades físicas, gestação em idade precoce (antes dos 21 a 23 anos) e amamentação estão relacionados à diminuição nos riscos”, revela.

As formas mais indicadas para se diagnosticar a doença são o exame físico das mamas, realizado pelo médico, e a mamografia, que nada mais é do que uma radiografia que deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos. Já o autoexame, alerta o Dr. Ricci, não tem sido recomendado pelas principais sociedades médicas do mundo.

“Já foi demonstrado que o procedimento não reduz a mortalidade por câncer de mama, além de aumentar o estresse da paciente e o número de biópsias realizadas desnecessariamente. Se existe uma população de mulheres que merece ser estimulada a realizar o autoexame, teoricamente seria aquela com mais de 50 anos”, completa o especialista.
“Antes dessa idade, as mamas são geralmente muito densas, nodulosas, com grandes variações de acordo com as fases do ciclo menstrual, fazendo com que a iniciativa seja pouco efetiva”, acrescenta.

E são justamente as medidas baseadas no estímulo ao rastreamento – detecção precoce por meio da realização da mamografia em mulheres assintomáticas – e ao tratamento adequado a partir do diagnóstico que estão contribuindo para a redução na incidência do câncer de mama, ainda de acordo com o professor doutor do Icesp.
“O tratamento da doença é baseado em radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e na cirurgia, que é o pilar na grande maioria dos casos. As demais modalidades terapêuticas estariam indicadas de acordo com características específicas de cada tumor e o tipo de intervenção realizada, entre outros fatores”, afirma.

Sinais de alerta

Segundo o Dr. Ricci, a mulher deve procurar o médico se apalpar um nódulo que não havia sido notado anteriormente ou se tiver uma secreção pelo bico do seio. “Esse sinal é suspeito em situações muito específicas: em apenas uma das mamas, em um único orifício do mamilo, de coloração vermelha ou sanguinolenta. A cor é mais bem definida se a paciente colher a secreção com um chumaço de algodão”, diz.

O especialista explica ainda que o principal motivo para se recorrer à assistência médica por queixa mamária são as dores na região, que não têm relação direta com o câncer de mama, que é indolor na imensa maioria dos casos, particularmente nos estágios iniciais.

“Vários mitos, igualmente sem fundamentos, foram divulgados na mídia sobre associações como o uso de desodorante 'roll on', de sutiã com bojo de metal, ou de garrafa plástica de água mineral”, alerta o Dr. Ricci.

“Como o número de mulheres que adotam tais práticas é imenso, a chance de parte delas ter câncer de mama também é significativa. Isso ocorre por serem mulheres, mas não por usarem sutiã, desodorante, tomarem água mineral de garrafa plástica ou terem dor mamária”, conclui.

Fonte: http://www.gineco.com.br/materias-os-desafios-da-modernidade/cancer-de-mama-desafio-a-mulher-moderna

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